31/Ago/2017
Vereadora mais votada de Chapecó é condenada
Pena de 10 anos de prisão em regime fechado e a devolver mais de R$ 2 milhões.

        

Decisão da Justiça Federal condenou a vereadora eleita em 2016 e ex-secretária de Saúde de Chapecó, Cleidenara Weirich, a mais de 10 anos de prisão em regime fechado e a devolver mais de R$ 2 milhões.

Sentença é referente à Operação Manobra de Osler. Ainda, foi determinado o envio à Justiça Eleitoral para a perda dos direitos políticos.

O Caso

Cleidenara Weirich (PSD) foi diplomada e tomou posse mas foi impedida de exercer o cargo por medida judicial. Pesa sobre ela a suspeita de passar recursos do SUS para a clínica de Ortopedia de Medicina Hiperbárica Dr Machado S.S, que tinha como sócios o marido de Cleidenara, Josemar Weirich, e um sócio, Carlos Alberto Machado Santos, que também estão na denúncia.

Outro denunciado é do ex- diretor do Consórcio Intermunicipal de Saúde da Associação dos Municípios do Oeste Catarinense (CIS-Amosc), Paulo Utzig, e gerente  Geísa Müller de Oliveira. É que o CIS-Amosc recebia os recursos da Secretaria de Saúde e repassava para a clínica. O valor foi de R$ 1,47 milhão, com número excessivo de consultas, segundo apuração da Polícia Federal.

Também foi apurado que o valor repassado para a clínica passou de R$ 171 mil em 2013, ano em que Cleidenara assumiu a pasta, para um milhão de reais em 2014.

Também foram denunciadas Gilvana Terezinha Mossi Schneider, que era funcionária da secretaria municipal de Saúde e subordinada de Cleidenara.

Todos foram denunciados pelo Ministério Público por peculato (no caso de servidor público) ou desvio de recursos, dispensa indevida de licitação e associação criminosa. Josemar Weirich e Carlos Alberto Machado Santos foram denunciados também por falsidade ideológica, que seria a falsificação de documentos..

O juiz federal Gueverson Farias determinou a instauração de uma ação penal em virtude da consistência dos indícios de irregularidades. Manteve o afastamento de Cleidenara Weirich do exercício de qualquer cargo público e também de Paulo Utzig. Solicitou ainda a documentação do processo administrativo realizado pela Prefeitura de Chapecó para apurar as irregularidades.

Desde o início, Cleidenara Weirich nega qualquer irregularidade em sua gestão na Secretaria Municipal de Saúde. A reportagem tentou contato com os advogados da ex-secretária. Márcio Vicari disse que atuou especificamento no caso da diplomação. Outro advogado, Pedro Winckler, não foi encontrado em seu escritório e não foi passado o telefone celular.

O advogado de Paulo Utzig, Edinando Luiz Brustolin, afirmou a reportagem do DC, que não há nada ilegal na atuação de seu cliente. Ele afirmou que atuação do CIS-Amosc era de repassar recursos que eram definidos pela prefeitura.

-Ele não tinha poder decisório – afirmou o advogado.

Brustolin considera que a situação do CIS-Amosc é distinta da situação da secretaria de saúde.

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