30/Out/2017
PMDB catarinense decide não participar da convenção nacional
Contrariedade.

        

A executiva estadual do PMDB de Santa Catarina divulgou uma nota na tarde desta segunda-feira (30) orientando filiados e delegados a não participarem da convenção nacional da sigla, prevista para acontecer no próximo dia 7, em Brasília. A decisão foi tomada pelos líderes do partido,  reunidos em Florianópolis, e endossada pelo presidente do PMDB no Estado, deputado Mauro Mariani. O parlamentar afirma que a medida não foi uma manifestação isolada, e que teve apoio praticamente unânime do grupo de lideranças catarinenses.

 

Segundo Mariani, a primeira divergência é em relação a como está sendo conduzida a troca de nome do partido. O PMDB catarinense, diz ele, entende que a atual executiva nacional não tem legitimidade para dar encaminhamento a questões como a alteração da nomenclatura da sigla ou à adoção de uma política de integridade, governança e compliance. “Isso, [troca de nome] não vai resolver em nada. É preciso trocar alguns nomes de dentro do partido, e não o nome do partido”.

 

Mariani fez duras críticas às lideranças nacionais do PMDB, dizendo que internamente “tudo é muito complexo, muito truncado”, e que o “poder não muda”. O dirigente vai além, afirmando que “ninguém abre mão de nada, não abre espaço. Tudo é muito fechado”.  O peemedebista ressalta que uma das propostas defendidas foi de que todos os membros renunciassem para dar “uma cara nova ao partido”, principalmente em razão do atual momento, em que é preciso “passar a política a limpo”.

 

A insatisfação vai desde questões administrativas, internas da sigla. Entre os apontamentos está a falta de transparência na distribuição de recursos, como o fundo partidário, a própria formação da executiva nacional e a condução da fundação Ulysses Guimarães. “O fato é que ninguém dá ouvidos para nada. A vida segue, e eles fazem do jeito que querem fazer”.

 

 Movimentações em outros Estados

 

De acordo com o presidente estadual do PMDB, pelo menos outros nove Estados também estão sinalizando insatisfação, demonstrando que não se trata de um movimento isolado de Santa Catarina.

 

Além da medida tomada nesta segunda-feira, outros sinais de desgaste interno já haviam surgido anteriormente. Apesar de ser uma decisão particular, como ressalta Mariani, ele próprio já havia solicitado a renúncia de toda a executiva do diretório nacional. Outro fato de repercussão foi o voto, na última quarta-feira (25), pelo prosseguimento da segunda denúncia contra o presidente Michel Temer, também do PMDB.

 

Entretanto, ele explica que a deliberação de hoje possui outro caráter, pois foi uma proposta conjunta das lideranças do partido em Santa Catarina. “Não podemos apontar somente o erro do vizinho, só criticar. Preciso resolver os problemas do meu partido, o PMDB. Se nós quisermos um partido melhor, temos que reformar o partido por dentro” disse Mariani.

 

Também participaram da reunião os ex-governadores Paulo Afonso e Casildo Maldaner; o senador  Dário Berger; a presidente do PMDB Mulher, deputadas Ada de Luca; os deputados Dirce Heiderscheidt, Luiz Fernando Cardoso Vampiro; o presidente da JPMDB, Roberto Souza Junior; o vice-prefeito de Brusque, Ari Vequi; o secretário da Administração, Milton Martini; o secretário da ADR de Balneário Camboriú, Edson Piriquito; entre outras lideranças.

 

 

Confira abaixo o conteúdo completo da nota

 

 

NOTA OFICIAL

 

A finalidade da vida pública, evidentemente, busca o desenvolvimento, e o progresso da sociedade sob todos os seus aspectos. Aliás, a vida pública é essencial em qualquer sociedade que aspire à justiça social.

 

Pode-se dizer que se trata de um processo que dura a vida inteira, não se limitando à simples continuidade, mas considera a possibilidade de rupturas pelas quais a cultura se revigora e se produz a história.

 

Todavia, é importante visão de conjunto, isto é, nunca analisa o problema de maneira parcial, mas sempre sob uma perspectiva que relacione cada aspecto com os demais.

 

Assim, discordar do erro não configura dissidência, mas dever e possibilidade inerente a todo o partido democrático, sobretudo em se tratando do PMDB, que elaborou a sua história com a bandeira da democracia.

 

Além disso, todos podem externar pontos de vista e posições política.

 

Portanto, o princípio básico de abordar as situações demanda perspectiva de conjunto. É neste contexto que o PMDB / SC orienta seus filiados e sobretudos os delegados ao não-comparecimento à Convenção Nacional do Partido.

 

Por fim, fica formalizado sua discordância com a continuidade à frente do Partido de pessoas cuja substituição se faz urgente. 

 

Florianópolis (SC), em 30 de outubro de 2017.

 

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