15/Ago/2017
Lucro da JBS cai no segundo trimestre do ano
Receitas.

        

No primeiro balanço divulgado após a delação premiada de seus controladores, em maio, a JBS reportou lucro líquido R$ 309,8 milhões no segundo trimestre do ano, uma queda de 79,8% em relação ao mesmo período do ano passado, quando a companhia lucrou R$ 1,53 bilhão. No primeiro trimestre do ano, o lucro líquido foi de R$ 422,3 milhões. O resultado no trimestre passado foi impactado por despesas com variação cambial, queda da receita e aumento das despesas, disse a empresa em comunicado.

"O desempenho da companhia neste período é uma clara demonstração da qualidade das nossas unidades de negócios ao redor do mundo", disse em comunicado Wesley Batista, CEO global da JBS.

A receita líquida da companhia caiu 4,6% em relação ao mesmo período do ano passado. Ficou em R$ 41,6 bilhões entre maio e junho deste ano, frente aos R$ 43,6 bilhões reportados no mesmo período do ano passado. A queda da receita foi atribuída à redução de receita da Seara e da JBS Mercosul em 6,1% e 14,2%, respectivamente. A valorização do real frente ao dólar no período, que passou de R$ 3,51 para R$ 3,21, também contribuiu para a queda da receita.

Segundo a companhia, a receita líquida da Seara caiu 6,1% no segundo trimestre em relação ao mesmo período do ano passado, de R$ 4,6 bilhões para R$ 4,3 bilhões. Já a receita da JBS Mercosul teve queda de 14,2% no período, passando de R$ 7,2 bilhões para R$ 6,1 bilhões em 12 meses.

"A Seara teve uma melhora no Ebitda (lucro antes de juros, amortizações e impostos) quando comparado ao primeiro trimestre, o que indica a volta desta unidade de negócio, em termos de resultado operacional, para patamares históricos", disse em nota, Wesley Batista. O Ebitda da Seara caiu 6,8% no período, de R$ 382 milhões para R$ 356,1 milhões.

A companhia não conseguiu reduzir sua dívida. No segundo trimestre do ano, ela saltou 5,4%, de R$ 47,8 bilhões ao final do primeiro trimestre do ano para R$ 50,3 bilhões ao final do segundo trimestre. Da dívida total, segundo a empresa, 93% está atrelada ao dólar. O caixa da empresa, ao final do período, estavam em R$ 11,3 bilhões, um aumento de 5,4% em relação ao caixa do primeiro trimestre, que fechou em R$ 10,7 bilhões. A dívida subiu, segundo a empresa, em função da depreciação do real e da compra da Plumrose, uma empresa americana, que totalizaram R$ 2,8 bilhões.

De acordo com a empresa, a dívida de curto prazo subiu de R$ 17,8 bilhões para R$ 18,2 bilhões, uma alta de 2,1%. Já os compromissos de longo prazo subiram 6,8%, de R$ 10,7 bilhões para R$ 11,3 bilhões.

Em julho, a JBS finalizou com seus principais credores, instituições financeiras locais e estrangeiras, um acordo que garante o congelamento do pagamento das dívidas por um prazo de 12 meses. Segundo a companhia, esses “acordos de preservação de linhas de crédito” somam R$ 20,5 bilhões e equivalem a 93% de total a dívida contraída pela JBS Brasil no país e no exterior.

A despesa financeira da empresa, que inclui o pagamento de juros, foi de R$ 2,2 bilhões de R$ 410,8 milhões no primeiro trimestre. Desse total, R$ 1,1 bilhão vieram com resultado de variação cambial e de ajuste em operações com derivativos. O R$ 1,06 bilhão restante veio de pagamento de juros.

No comunicado, a JBS cita que o plano de desinvestimento anunciado pela empresa deve gerar uma entrada no caixa de R$ 6 bilhões. Segundo Wesley Batista, essas iniciativas são importantes para que a JBS continue crescendo de forma sustentável e gerando valor a seus acionistas.

Depois da venda da Alpargatas, da Vigor e da unidade JBS Mercosul, o Grupo J&F deve vender em breve a Eldorado, empresa de celulose. Com a desistência dos chilenos da Arauco, três companhias asiáticas mostraram interesse pelo ativo e fizeram propostas acima dos R$ 13,5 bilhões ofertados pela Arauco. Entre os concorrentes estão a estatal chinesa China Paper Corporation, e as indonésias Asia Pulp & Paper Group (APP) e a April.

Segundo o jornal Valor Econômico, a APP fez uma oferta de mais de R$ 15 milhões e estaria mais adiantada nas negociações. Os indonésios da April e os chineses da China Paper Corporation também teriam ofertado quantias semelhantes. Mas a APP, segundo o jornal Valor, aceitou todas as condições impostas pelos irmãos Joesley e Wesley Batista, que conduzem pessoalmente as negociações.

No domingo, o jornal chileno El Mercurio informou que a Arauco desistiu formalmente do negócio. O grupo havia conseguido exclusividade de 45 dias na negociação, após fazer sua proposta bilionária, mas o prazo acabou no dia 3 de agosto. Como surgiram propostas superiores, os chilenos decidiram abandonar as negociações.

De acordo com o El Mercurio, a Arauco vai investir US$ 2,7 bilhões na ampliação de sua planta no Chile. Também a brasileira Fibria, que manifestou interesse pela Eldorado, parece estar fora da disputa depois da oferta elevada dos asiáticos.

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