06/Abr/2018
SC registra quase sete mil focos do mosquito Aedes aegypti
Novo balanço divulgado pela Dive.

        

A Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (Dive/SC) divulga o boletim n° 06/2018 sobre a situação da vigilância entomológica do Aedes aegypti e a situação epidemiológica de dengue, febre dechikungunya e zika vírus, com dados até a Semana Epidemiológica (SE) n°13 (31 de dezembro de 2017 a 31 de marçode 2018).

No período de 31 de dezembro de 2017 a 31 de março de 2018, foram identificados 6.929 focos do mosquito Aedes aegypti em 132 municípios. Nesse mesmo período em 2017, haviam sido identificados 4.208 focos em 116 municípios. O número de focos de 2018 é 64,7% maior quando comparado ao mesmo período do ano de 2017.

Em relação à situação entomológica, já são 67 municípios considerados infestados, o que representa um incremento de 21,8% em relação ao mesmo período de 2017, que registrou 55 municípios nessa condição.

Municípios considerados infestados pelo mosquito Aedes aegypti

Águas de Chapecó

Coronel Martins

Maravilha

Quilombo

Águas Frias

Cunha Porã

Modelo

Saltinho

Anchieta

Descanso

Mondaí

São Bernardino

Balneário Camboriú

Dionísio Cerqueira

Navegantes

São Carlos

Bandeirante

Formosa do Sul

Nova Erechim

São Domingos

Belmonte

Florianópolis

Nova Itaberaba

São José

Bom Jesus

Galvão

Novo Horizonte

São José do Cedro

Bom Jesus do Oeste

Guaraciaba

Palma Sola

São Lourenço do Oeste

Brusque

Guarujá do Sul

Palmitos

São Miguel do Oeste

Caibi

Iporã do Oeste

Paraíso

Saudades

Camboriú

Ipuaçu

Passo de Torres

Seara

Campo Erê

Iraceminha

Penha

Serra Alta

Catanduvas

Itajaí

Pinhalzinho

Sul Brasil

Caxambu do Sul

Itapema

Planalto Alegre

União do Oeste

Chapecó

Itapiranga

Porto Belo

Xanxerê

Cordilheira Alta

Joinville

Porto União

Xaxim

Coronel Freitas

Jupiá

Princesa

 

Dengue

No período de 31 de dezembro de 2017 a 31 de março de 2018, foram notificados 615 casos de dengue em SantaCatarina. Desses, 5 (1%) foram confirmados (todos pelo critério laboratorial), 17 (2%) estão inconclusivos (classificação utilizada no SINAN para os casos que, após 60 dias da data de notificação, ainda não tiveram sua investigação encerrada), 490 (80%) foram descartados por apresentarem resultado negativo para dengue e 103 (17%) estão sob investigação pelos municípios.

Do total de casos confirmados até o momento, 2 são autóctones (transmissão dentro do estado), ambos residentes no município de Itapema, e 3 são importados (transmissão fora do estado), residentes nos municípios de Biguaçu, Porto União e São José, apresentando, respectivamente, os estados do Mato Grosso do Sul, da Bahia e da Paraíba como Local Provável de Infecção. Em comparação com o último boletim, houve a confirmação dos 2 casos autóctones. 

Febre de chikungunya

No período de 31 de dezembro de 2017 a 31de março de 2018, foram notificados 129 casos de febre de chikungunya em Santa Catarina. Desses, 5 (4%) foram confirmados (todos pelo critério laboratorial), 84 (65%) foram descartados, 40 (31%) permanecem como suspeitos, sendo investigados pelos municípios.

Do total de 5 casos confirmados até o momento, 3 são importados (transmissão fora do estado) e 2 são autóctones (transmissão dentro do estado), ambos residentes no município de Cunha Porã. O caso autóctone divulgado por São Miguel do Oeste permanece em investigação, aguardando o resultado do exame encaminhado ao laboratório de referência do estado.

 

Casos confirmados de febre de chikungunya segundo classificação, município de residência e local provável de infecção (LPI)

Municípios de residência/ SC

Nº de casos em investigação de LPI

Nº de casos indeterminados

Nº de casos importados

Nº de casos autóctones

Local Provável de Infecção (LPI)

 
 

Cunha Porã

0

0

1

2

1 Mato Grosso,

2 Cunha Porã/SC

 

Itajaí

0

0

1

0

1 Rio de janeiro

 

Tubarão

0

0

1

0

1Mato Grosso

 

Total

0

0

3

2

5

 

Zika vírus

No período de 31 de dezembro de 2017 a 31 de março de 2018, foram notificados 35 casos de zika vírus em Santa Catarina, 27 (77%) foram descartados, 7 (20%) permanecem como suspeitose 1 (3%) como inconclusivo.

Na comparação com o mesmo período de 2017, quando foram notificados 39 casos, observa-se uma redução de 10% na notificação em 2018 (35 casos).

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